Novidade! Agora temos um blog específico sobre Como passar no Vestibular da UERJ. Confira clicando aqui!
Aqui vai mais um pulo do gato que pode ser útil agora, a menos de uma semana para o 1º Exame de Qualificação do Vestibular UERJ 2009.
Falei nos últimos posts a respeito das técnicas que nos permitem resolver as questões da prova mesmo quando não sabemos a resposta, seja porque “deu branco” ou porque não nos preparamos o suficiente. Mostrei a “técnica do chute consciente“, que é um pecado chamar de chute, dado a funcionalidade da técnica. Mostrei também as características que tornam o Vestibular da UERJ/UENF tão peculiar e como podemos tirar proveito disso. Agora veremos como o vestibular da UERJ é ideologicamente orientado e como podemos nos aproveitar dessa característica para aumentar nosso rendimento nas provas.
Podemos verificar que, em vários vestibulares e concursos públicos, claramente há uma orientação político-ideológica na questões das provas. E na UERJ não é diferente, como veremos mais adiante. Essa prática tem sido denunciada pelo site Escola Sem Partido, o único site em língua portuguesa que se ocupa do problema da doutrinação ideológica na educação.
Mas o foco desse texto não é de fazer denúncia. O que quero aqui é mostrar como isso pode beneficiar o candidato mais preparado, que além de estudar, também domina as técnicas de fazer as provas. Porque é como eu sempre digo: para passar, não basta estudar. E uma dessas coisas que precisamos além de estudar é saber “como pensa o examinador”.
Como a maioria, para não dizer todos os vestibulares com orientação político-ideologica, o Vestibular da UERJ tem viés esquerdista. Isso porque a orientação doutrinária que predomina no ambiente acadêmico é de esquerda. E o professor militante é também, eventualmente, examinador militante. As questões elaboradas por ele podem refletir seu pocionamento doutrinário.
Podemos identificar o posicionamento doutrinário do Vestibular UERJ através de vários pontos. Pode ser na escolha dos autores dos textos que acompanham a questão, nos próprios textos ou nas imagens, como fotos e charges. Também nas pressuposições do enunciado; nas afirmações das alternativas tidas como corretas ou incorretas, ou nos gabaritos de provas anteriores. Ou ainda, numa visão maniqueísta da História, que apresenta protagonistas como opressores e oprimidos, exploradores e explorados, algozes e vítimas, vilões e mocinhos.
Resumindo esse pensamento de esquerda de forma bastante simplória, do lado bom estão os trabalhadores, os índios, os países do Terceiro Mundo, Revolução Francesa, Cuba, o MST, os pobres, fracos e oprimidos e revolucionários em geral, como Che Guevara, por exemplo. Do lado mau estão a Idade Média, a Igreja Católica, os Estados Unidos, o capitalismo, a burguesia, os militares e poderosos em geral.
Essa é a chamada “Nova História Crítica” que predomina nas escolas. Por mais que você concorde, ou discorde com o a educação tendenciosa, se quiser passar no Vestibular terá que tratar a banca examinadora como cliente. E o cliente tem sempre razão. Lembre-se disso ao fazer a prova de Ciências Humanas!
Mas cuidado, use com moderação. Ao tentar resolver uma questão que não sabe a resposta, evite utilizar esta técnica isoladamente, pois não é sempre que ela virá com esse posicionamento à esquerda tão claramente. O ideal é ter a essa técnica sempre em mente, como norteadora, um princípio para a resolução da prova de Humanas. Procure conjugá-la com outras técnicas, e use-a como confirmação.
Está no forno um artigo onde tentaremos resolver todas as questões da prova somente usando essas “técnicas para quando não sabemos a resposta”, que eu tenho apresentado. Mas, para não ficar só nisso, deixarei como exemplo uma das questões do 1º Exame de Qualificação de Ciências Humanas do Vestibular UERJ 2008.
A política dos governos militares (1964-1985) dirigida à ocupação da Amazônia mobilizou a atenção de artistas e intelectuais. O cartaz acima (não incluído aqui), de um filme nacional produzido à época, remete à seguinte estratégia governamental para a região e a seu respectivo efeito socioeconômico:
(A) integração regional – modernização urbana
(B) ampliação da rede rodoviária – aculturação da população local
(C) proteção do equilíbrio ambiental – elevação da renda per capita
(D) estímulo às atividades extrativistas – coletivização da ocupação agrícola
Resolução utilizando a técnica
A questão fala dos governos militares. Já vimos que, segundo o pensamento da esquerda, os militares são o lado mau da história, os vilões. Repare que, das 4 alternativas, 3 trazem feitos de “carga positiva”: e 1 traz um feito de “carga negativa”. Veja a seguir (+) para positivo e (-) para negativo.
(A) integração regional – modernização urbana (+)
(B) ampliação da rede rodoviária – aculturação da população local (-)
(C) proteção do equilíbrio ambiental – elevação da renda per capita (+)
(D) estímulo às atividades extrativistas – coletivização da ocupação agrícola (+)
Resposta correta: B.
Essa questão também poderia ser resolvida de forma mais fácil e segura utilizando-se outra técnica, a de identificar respostas no enunciado da questão. Mas isso já é um assunto para um próximo artigo.
